Évora é uma praça almóada, nas mãos do Alcaide e da sua guarnição. Giraldo Sem Pavor, que corre o Alentejo com uma hoste sua ao serviço de D. Afonso Henriques, decide tomá-la antes que os reforços mouros a fechem de vez.
Mas a guerra não se ganha só à espada. Quem corta a madeira, colhe o pão e tira a pedra e o ouro das minas é que sustenta a hoste. Ergue casas e celeiros, levanta o quartel e o estábulo, e só então leva os aríetes contra o Paço mouro.
O inimigo não espera. A IA moura também recolhe, constrói e sobe de idade, estuda o teu exército e responde com o que o contraria, e ataca em ondas cada vez maiores. Se o teu Paço do Concelho cair, Évora está perdida.
O que aconteceu: numa noite de 1165, os homens de Giraldo tomaram uma atalaia perto da cidade, atraíram a guarnição para fora das portas e entraram por trás dela. Giraldo entregou Évora a D. Afonso Henriques. O jogo troca a surpresa por uma guerra de economia.